Funcionamento

A Física do Balão

Como o Balão consegue voar ?

A resposta a esta pergunta é muito simples: porque o balão é mais leve que o ar. Por isso ele sobe e flutua pelo ar.

Mas como algo tão pesado pode ser mais leve que o ar ?

Na verdade, o que ocorre é o seguinte: o ar quente ocupa mais volume por unidade de massa que o ar frio, portanto, é menos denso e tem propensão a subir. Assim quando aquecemos o ar dentro do balão, ele infla ao máximo e o volume de ar quente dentro do balão exerce tamanha forrça que esse ar levanta toda massa do balão, fazendo com que o mesmo comporte-se como se fosse mais leve que o ar.

Ao dar-se vazão a parte desse ar ou ao permitir que a temperatura do mesmo diminua, diminuimos a intensidade da força que puxa o balão para cima, fazendo com que o mesmo deixe de subir ou mesmo comece a descer. No caso de permitir a queda da temperatura, tem-se uma variação suave da taxa de ascenção enquanto que a permissão de saída de parte do volume de ar quente promove alterações mais abruptas.

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Os elementos essenciais

Para que a magia do vôo aconteça, alguns elementos são essenciais. A fim de se tornar mais íntino com os componentes de um balão, a descrição desses componentes pode ser encontrada no tópico sobre equipamentos.

Aqui vamos olhar brevemente para os elementos essenciais ao bom funcionamento dos demais componentes do balão.

Inicialmente, precisamos do ar quente. Para isso, temos que usar um combustível: gás propano na forma líquida. O propano é muito mais potente que o butano (gás de cozinha) e o gás a ser utilizado no vôo é armazenado na forma líquida usualmente dentro de 4 botijões de 20Kg. O gás permanece líquido até entrar na serpentina do maçarico, onde passa ao estado gasoso a fim de sofrer combustão e permitir as labaredas para dentro do envelope.

O gás propicia a energia para que o grande volume de ar necessário ao vôo seja aquecido de forma rápida, algo essencial para execução de manobras tanto corriqueiras como até as mais ousadas.

A fim de que toda essa força possa ser aproveitada, temos que conectar o balão ao cesto através de algum meio. A opção atual é o cabo de aço. São, em média, 12 cabos para um balão normal de competição, que ligam o envelope à estrutura que se prende ao cesto. Todos os cabos são periodicamente verificados e imediatamente trocados ao menor sinal de fadiga.

O mesmo cuidado vale para todas as mangueiras que permitem o trânsito de gás dos botijões para o maçarico, para os mosquetões e todas as outras partes do balão.

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Altímetro, GPS e rádio

A fim de que o piloto possa executar uma condução elegante e precisa, alguns equipamentos adicionais são utilizados, principalmente em eventos competitivos.

O altímetro é um instrumento obrigatório em qualquer balão. Ele é o responsável não só por apontar a altitude em que o balão encontra-se em dado momento, mas também é responsável por apontar para o piloto a taxa de ascenção ou descenço do aerostato, a fim de que o piloto possa tomar as medidas necessárias para correção ou alteração nessas taxas a seu contento.

O GPS é um sistema de posicionamento via satélie que permite ao piloto ter uma idéia muito precisa de qual é a sua localização em determinado instante e qual o seu sentido de deslocamento. É um equipamente que, em muitos casos, dispensa a utilização de mapas de papel em vôo. Alguns eventos, visando priorizar o aspecto romântico do balonismo, optam por não aceitar a utilização deste equipamento, valorizando os métodos tradicionais de navegação e pilotagem.

Finalmente, temos o rádio, um elemento comum a quase todo balão. É o instrumento responsável por manter a comunicação entre balão e equipe ou mesmo com outros pilotos. É muito usado nas mais diversas situações e pode definir a velocidade de um resgate em situações difíceis, sobretudo quando as informações a respeito do local de pouso e possíveis formas de acesso são passadas com precisão pelo piloto.

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