Equipamento

Envelope

O envelope de um balão é a parte de tecido, que contém o ar quente e promove a sustentação do mesmo. A forma mais comum, principalmente dos balões usados em competição, é aproximadamente a de uma esfera,ou gota, a qual promove uma distribuição mais equânime da pressão da atmosfera pela superfície de todo o envelope.

Atualmente, o tecido mais utilizado para a confecção dos envelopes para balões de ar quente é o nylon tipo rip stop, que apresenta uma grande resistância mecânica, além de ser leve e resistir a altas temperaturas.

Para que o ar quente permaneça dentro do envelope, é necessário selar o tecido, a fim de que o ar não escape por sua fábrica. O poliuretano é o componente mais utilizado, junto a aditivos como o silicone, neoprene e borracha sintética. Quanto mais se aplica seladores, mais o balão reterá o ar quente, contudo, o tecido ficará mais frágil, pois os seladores acabam atacando a composição do tecido, sendo necessário um estudo extenso sobre a melhor relação entre impermeabilidade e durabilidade. Todos os seladores contém filtros ultravioleta, diminuindo o desgaste do selador por exposição aos raios solares. Vale lembrar que esta proteção não se extende ao tecido do envelope.

É através do controle da quantidade de ar quente dentro do envelope que o piloto pode trabalhar o comportamento vertical do balão. Este controle se dá através de aumento (via maçarico) e diminuição (via sistemas situados no topo do envelope) da quantidade de ar quente dentro do envelope. Há dois sistemas principais para controlar-se a saída de ar:

- o sistema de "tap" ou pára-quedas, em que um painel é deslocado pelo piloto, permitindo a saída de ar por uma grande abertura no topo do envelope, que permanece fechado por conta da pressão interna;

- um sistema mais antigo, em que há uma abertura no topo do balão, que permanece fechada por velcros e que pode ser aberto de forma semelhante ao sistema anterior. O fechamento é promovido por mecanismo semelhante, embora não haja toda uma estrutura móvel para que tal ocorra, o que pode ocasionar um funcionamento imperfeito do sistema.

O primeiro método é o mais moderno (criado em 1971-72) e praticamente substituiu o segundo no mundo dos balões de ar quente, sobretudo por ser mais seguro e preciso.

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Maçarico

Ar quente não é apenas calor; a temperatura no coroa de um balão em ascenção beira a casa dos 100ºC. Para gerar este calor, os maçaricos produzem vários milhões de BTUs por hora. Este calor é energia pura pois nada é absorvido por partes móveis como num motor. Se a saída de um maçarico de 10.000 BTUs fosse convertida para HPs, chegaríamos ao valor estonteante de 4.000 HPs!

A força de qualquer balão provém da queima de propano líquido, que é vaporizado dentro de uma espira de aço inoxidável antes de ser aceso em forma de rajada pela chama piloto. Caso fosse espirrado em forma líquida, incendiar-se-ia de forma incontrolável, o que colocaria em risco o envelope e a segurança do piloto.

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Cesto

O cesto de vime, que permite a experiência única do balonista durante o vôo, praticamente permanecee o mesmo desde sua criação, no século XVIII. Tecnologias modernas têm sido aplicadas a outros componentes, como ao maçarico e aos sistemas de controle de vôo, mas o conforto de um cesto de vime ainda não foi superado.

Vários formatos foram testados nos primórdios do balonismo e até mesmo nos dias de hoje, mas o estalar de uma cesta de vime continua como uma das imagens mais representativas do balonismo.

O cesto típico é feito de rattan. As extremidades são revetidas por acabamentos almofadados, o piso confeccionado de material reforçado e a sustentação é promovida por cabos de aço inoxidável, mesmo material empregado na estrutura de fixação do maçarico.

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