Decolagem
Escolhendo o ponto de decolagem
Embora o envelope seja constituído por um material extremamente resistente ao calor, sua resistência mecânica não é muito superior a de tecidos comuns. Pelo contrário, muitas lonas de transporte são mais resistentes a puxões, impactos e a materiais potencialmente cortantes que possam estar em contato, de forma que, a escolha de um bom ponto de decolagem é fundamental para que o balão não seja danificado durante o processo.
O local ideal seria um campo aberto, com grama baixa e seca, longe de fios de energia, pedras, árvores e quaisquer outros objetos que possam cortar ou rasgar o envelope, onde a equipe possa alocar adequadamente todo o material de forma que a decolagem seja executada de maneira confortável e segura.
Os mesmos princípios se aplicam ao ponto de aterrissagem, embora esta escolha raramente pode ser feita antes do vôo. Durante eventos e campeonatos, muitas vezes as equipes defrontam-se com locais de decolagem muito diferentes daqueles tidos como ideais, conseguindo promover a decolagem em espaços muito pequenos sem colocar em risco a segurança do piloto e preservando as características originais do ambiente.
Inflagem com ar frio
Escolhido o local adequado, após o descarregamento das partes do balão, as mesmas são todas montadas e é necessário encher o envelope com ar frio, para que o este possa ser, então, aquecido. Se não houvesse ar frio dentro do envelope, não haveria como fazer com que o balão decolasse.
Assim, através do uso de uma ventoinha à gasolina, que funciona como se fosse um super ventilador, grandes quantidades de ar frio são sopradas para dentro do envelope, até o ponto em que o piloto julgue ser suficiente para que tenha início o processo de inflagem com ar quente.
Vale lembrar que, durante o processo de inflagem com ar frio, a parte superior do balão é devidamente fechada e o sistema de abertura é conferido, para permitir que o controle de saída de ar quente seja executado durante o vôo.
Inflagem com ar quente
Uma vez completada a fase de inflagem com ar frio, desliga-se a ventoinha e o maçarico e posto em funcionamento. Durante este processo, dois membros da equipe mantém a boca do envelope bem aberta (para que o tecido não queime) enquanto um terceiro membro coloca-se do outro lado do balão, onde, através de uma corda, controla a ascenção do envelope para que o mesmo não suba abruptamente uma vez que o ar comece a ser aquecido.
O piloto posiciona o maçarico e emite várias labaredas com o mesmo, produzindo rajadas de calor que aquecem o ar no interior do envelope. Conforme uma maior quantidade de ar é aquecida, o envelope começa a erguer-se até que atinge a posição vertical, a partir da qual a decolagem pode ser executada a qualquer momento que seja conveniente.
A fim de que acidentes sejam evitados, todos os membros da equipe devem usar luvas de proteção e roupas de tecido natural durante o processo de inflagem do balão.
Decolando
Uma vez que os outros passos tenham sido exexutados, o balão deve encontrar-se pronto para a decolagem. Para que a mesma ocorra, o piloto novamente aquece o ar dentro do envelope, se desvincula da corda de segurança e inicia lentamente sua ascensão.
Agora é só curtir a suave subida e toda a sensação de estar flutuando pelo ar, durante o vôo. Bons Ventos a todos !